domingo, 18 de dezembro de 2011

Nada simples


O que voa. Quem sonha em voar.
Quem voa quatorze vezes e ainda pede Bis.
Quem se contenta só em olhar.
E o que vê tudo livre acima do chafariz:
O amanhecer, entardecer, enoitecer, estrelar...
E ainda acreditar que freedom é do lado de cá, embaixo do nariz.


Nada nunca leva o que não pode trazer
As ondas me ensinaram
Estou a escrever
Um dia o que levaram
Tornaram a trazer
Ali, acolá. Aonde não descobri, nem ao menos me falaram.


O que vale, agora, aqui?
Repetitivamente não paro de pensar:
Ah, aquele beijo de colibri.
Ao qual devo me conformar
Em ver, nem senti.
Apreciar a flor que ele vive a tocar.


O que levo é o simples de cada instante.
E quando ouço aquela velha história de que tudo será pó...
Tiro tudo da estante
E saio sem dar nó.                                                                                   Pra que complicar e deixar distante?
Se nunca se acaba só? 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Aonde vão todos? Eu também vou...

É tão doloroso imaginar minha insignificância.
Presa a um mundo conformado, adaptado.
Pessoas hipnotizadas, alienadas
Caminham pela rua
E aceitam tudo com a mais ingênua normalidade.

É tão covarde meu devaneio
Que o trago escondido em poucas palavras
Evitando a autofagia
Em detrimento com a sociedade
Limitada ao exposto, exponho-me o mínimo.

Queria eu ver as coisas com superficialidade
Aceitar que o que vier é lucro
Que o que veio é bem vindo
E aquele que não chegou é por falta de poder.
Como assim não posso, conformo-me, adapto-me.

sábado, 4 de junho de 2011

Presentinho

Vou fazer de você
O personagem de mais um poema,
O mesmo fugitivo da Bolívia,
Mas agora não como um ladrão.

Como o marido da praia,
Aquele que fez nascer um sentimento
Mesmo com uma tamanha distância
E uma internet à manivela.

Poucos minutos por dia nos fazem tão íntimos e
Fronteiras não são nada para nós.
Use essas palavras como lembranças
E o coração como uma caixa.


Em mãos, kkkkkk...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Cada um no seu quadrado

A sociedade sempre articula um jeito de separar as pessoas em grupos, fazendo distinção o que ocasiona uma exclusão ou afastamento social.  Aqueles que não se enquadram no padrão “normal” imposto pela sociedade são muitas vezes discriminados e desrespeitados, seja pela cor, pelas características ou deficiências físicas, mentais, religião, nacionalidade etc.

Esse pensamento retrógrado e destrutivo não surgiu do nada, é mais uma herança suja e aceitada que recebemos dos nossos antepassados. Na Idade Média, pessoas que nasciam com deficiência física eram consideradas bruxos ou hereges e, conseqüentemente, eram mortos, ou então, eram usados como "bobos da corte". Um exemplo menos antigo e mais perto de nós é a exploração de índios e negros aqui mesmo no Brasil. Foi uma luta amarga para conseguirem dar alguns passos para chegarem onde estão. 

Hoje ainda excluímos, ainda matamos, ainda exploramos... São diversos os casos de pessoas mortas por grupos homofóbicos, ou guerras religiosas etc. Outras várias pessoas são mortas psicologicamente, diante de tanta discriminação, auto excluem-se e criam uma dificuldade de socialização; Exploramos da coragem e determinação de negros e índios; Deficientes físicos e mentais que precisam de mais da nossa atenção e cuidados, são muitas vezes desrespeitados e humilhados. Entre outros constrangimentos e consternações que obrigamos delicada e subjetivamente fazerem parte da vida de muitas pessoas.

O Bullying é o ato de discriminar mais presente entre nós, e tem acabado com a vida de muitas pessoas, fez parte do passado do assassino Wellington Menezes e se mostrou mais forte agora no presente com aquela atitude monstruosa que matou doze crianças na cidade de Realengo.

É meio obvio que nenhum ser humano é perfeito, até porque não sabemos o significado literal da palavra perfeição e não existe um padrão nato de conduta ou escolhas, o que nos leva saber que temos que respeitar o outro. É incrível quando a racionalidade do ser humano parece não existir dando lugar a ideais tão absurdos, provas da mais pura ignorância. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Este eu, esse eu e aquele eu

Este eu é o que vivo comigo, só. Pouco experiente, contraditório, incerto, pensante, repugnado, aceitado, amado, manso, cheio de gostos e desgostos, alegre, amante, honesto, distante, presente... Trocando em miúdos: caráter, o intocável de mim mesma.
Esse eu é o meu eu compartilhado, que acaba sendo o seu eu, ou nosso eu, criticável, repugnante, aceitável, amável, a imagem que crio, criam ou criamos de mim. Uma expressão que solidifica esses adjetivos, falada por muitas das minhas amigas: “Quando eu te via, te achava insuportável, uma chata”. Até que chega este eu e muda tudo. E quando não chega... Vou usar da minha ingenuidade para falar que não usam desse meu eu como uma sintonia perfeita da rádio patroa ou parte dos comentários maldosos da vida alheia, onde pessoas sem o que fazer acha então o que fazer. A velha e boa reputação. Boa? E deixam?
E finalizando, aquele eu. O mais desconhecido, distante, surpreso ou impulsivo eu... Que chega como pensamentos incógnitos, ações que nem sequer pensei uma vez antes, palavras. O que nem eu, nem você conhecemos totalmente. Caráter e reputação, em um só, ou nenhum dos dois.

... Pouco de mim, então não inteiro.


Para ser grande, sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda brilha,
Porque alta vive
                                        Fernando Pessoa

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Palma, palma, não priemos cânico!"

Está tudo muito bom, não tem nada de errado. Eu estudo, como, tenho uma cama, família, amigos, compro, uso, assisto, tenho Orkut, MSN... Essa visão egocêntrica que nos direciona a única realeza que temos no corpo, mais precisamente na barriga e condições melhores de vida nos afasta da mais dura realidade. Por mais que sintamos aquela indesejada “pena” das cenas de miséria que vemos, não fazemos idéia do que seja passar aquilo. Para ali, naquela pena. Poucos fazem alguma coisa para mudar a situação da maioria, e os que mais podem fazer se lixam. Falar que faço algo por eles seria hipocrisia da minha parte, como a maioria eu estou parada na pena, estagnei, e daqui não saio. Infelizmente não faço idéia de como posso ser alguém para melhorar o mundo, que clichê, né?


Podemos colocar a culpa no Sr. Sistema, como na maioria das vezes, até que caberia bem mesmo, mas seria um acovardamento em assumir que também não fazemos nada, nem ao menos falamos, estamos numa censura opcional, jovens revolucionários de merda. Enquanto o “misterioso” sistema desfruta de tudo, ficamos com o individualismo cá, poucos esperando a voz de um super-homem para ajudar, tola espera.

É difícil falar sobre isso, por mais que tão perto, vezes até presente. Quando eu reclamo da vida, de coisas não conquistadas, me vem como uma reivindicação na cabeça, cenas brutas da infelicidade que vêm atormentando tantas pessoas e me sinto tão suja, tão fútil, tão ingrata. Aí começo a pensar nas coisas ruins que vêm acontecendo pelo mundo, começo a agradecer por tudo que tenho e depois foge da minha mente. Às vezes tenho radicalizado demais nos meus pensamentos, sem necessidade, né? Não tenho nada haver com nada, to aqui na minha. É isso. Minha maior participação com a sociedade menos favorecida. Infelizmente sou mais uma hipócrita que faz textos de efeito moral para expor sua opinião, e só.

domingo, 24 de abril de 2011

Supérfluos, talvez...


Essa nossa insatisfação permanente com as coisas que temos, nos faz viver em contínuo desejo, seja por bens materiais ou até sentimentais, que impliquem na reputação ou até no caráter. Isso nos insere em um ciclo vital interminável, onde desejamos, conseguimos, enjoamos e jogamos no lixo, não reciclável ainda. Aliás nem tão interminável assim, quando chega a morte, acaba.


Esse descontrole de muitas pessoas pelo consumismo, é uma consequência clara da mídia e capitalismo. Mas e esses nossos sonhos e desejos quase instintivos? Sempre buscamos a melhoria, o próximo degrau para subir a escada, uma linha mais interessante do nosso livro da vida, e isso é bom. Mau seria a nossa estagnação e conformismo, esse nosso desejo é quase incentivo à vida, menosprezo apenas o ato de ignorar momentos únicos, pessoas, e tudo aquilo que nos traz felicidade, apenas pela vontade ainda não saciada.

Essa nossa mutação muitas vezes planejada, outras até imperceptível nos leva a conhecer, descobrir, quiçá revelar peculiaridades da vida, do ambiente em que vivemos e de nós mesmos. Felizmente, estamos a dispor de mudanças e desejos, tedioso seria vivermos imutáveis e acomodados.

sábado, 23 de abril de 2011

Oh dó

Te traio com meus olhos
E com o piscar deles te arruíno e te possuo.
Se arriscas com meu corpo, te perderás intensamente.

Ao tocares em meu cabelo
Se sentirá como um rei
E suas intimidades com a seda.

Se olhares minha boca, tornar-se-á  dono de um desejo eterno.
Se te envolves com minhas palavras
Arrepender-se-á amargamente.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um absurdo

Não acredito em sentimentos, em emoções, lágrimas, olhares, sorrisos, dores... Nem sequer acredito na bondade, sinceridade, amizade, companhia, alegria; Quem dirá então que os bons são maioria?; Já procurei meu ovo de chocolate por toda a casa e não acho, maldito coelho orelhudo.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

S2, coraçãozinho

  Bem, eu até queria falar de amor como se fizesse presente em minha vida. Mas acho que e que está acontecendo comigo é um desinteresse por apegos e posteriores desilusões ou mais sinceramente falando: estou em plena covardia. Um medo de me machucar de novo sem necessidade, imaginar e criar falsas esperanças, por mais gostoso que se mostre o início, sempre me decepcionou no final.
  Criei uma espécie de sistema imunológico para o coração. Não que esteja tão forte assim, uns vírus tentam e outros até conseguem invadi-lo, ainda bem que de forma sutil.  Eles vêm como pensamentos, historinhas, desejos e no fim grita aquele NÃO, muito sagaz e autoritário. Um grito heróico que me tira daquela doce imaginação e me traz pra amarga realidade.
  A mais pura verdade é que me falta até inspiração para falar do tal sentimento, isso me incomoda, mas por um lado é uma opção momentânea minha e estou pondo outras coisas em prioridade (infeliz prioridade), mas vou arcar com as conseqüências. 

Coroas de flores

  Hoje crianças voltam ao local do massacre... Por uns instantes me pus no lugar delas quando aquelas cenas passavam na televisão todo o tempo, foi tempo suficiente para fazer daquelas lágrimas, as minhas. Todo aquele desespero, aquela ânsia de respostas, de explicações invadiam meu coração e meu cérebro de forma ácida.
  Tentaram de muitas formas explicar aquela atitude, aquele comportamento estúpido daquele ser, muita racionalidade e poucas respostas. Uma atitude descontrolada e tão calculada ao mesmo tempo, uma vida confinada ao planejamento de uma desgraça, um homem vivendo no abismo da sua mente.
  O pior é que não tem explicação, o ser humano por mais que seja um animal racional sempre se mostra contraditório e inexplicável. Essa foi mais uma prova da nossa fraqueza, da nossa insensatez. Diante disso percebemos o quão somos indefesos e incapazes. Essa nosso infeliz “parentesco” com esse homem nos tira o poder de julgá-lo intensamente.
  Meu único desejo era enxugar as lágrimas dessas famílias, e mostrar minha gratidão a ação corajosa dos policiais, mas nem isso posso.

domingo, 17 de abril de 2011

29/04/2011, The end

  Era uma vez um planeta chamado Terra, um lugar bem lindo, com muita vida, biodiversidade, rios, mares, e com bilhões de habitantes que traziam indiferença, muita destruição, violência e um príncipe, um único príncipe que morava num reino muito distante, chamado Reino Unido. Esse último que parece bom era o pior defeito desse mundo, os outros eram muitas vezes esquecidos por já serem considerados normais e parte vital da sociedade. Mas o príncipe era desejado e sonhado por muitas meninas, todas imaginavam a chegada dele em um cavalo branco, isento de defeitos, cheio de amor pra dar e frases românticas e épicas a declarar.
  Anos se passaram e esse sonho só era alimentado nas cabeças e corações de todas, foi inútil, uma decepção total. Nenhum príncipe chegou, nem ao menos um cavalinho. Lá na Inglaterra ele nasceu e por lá mesmo ficou, conheceu uma menina comum, nem tinha sangue azul, uma plebéia e noivou. Normal, a única família rela era a dele. E o único sonho realizado, o dela.  Que injustiça, né? As outras meninas, tadinhas, viveram desiludidas para sempre.

sábado, 16 de abril de 2011

Music Merchandising

  Agradeço a Bahia pelas mais belas músicas, suas letras, ritmo, vozes que as cantam... Um talento e capacidade intelectual. Pagode é um dom, uma arte, só quem sente e ouve pra saber. Quem não se fascinou ao ouvir e mexer no Tchubirabirom? Rebolation? E todas essas são do mesmo cantor! Um novo poeta da música brasileira, ou seria baiana?!  Ainda têm as histórias infantis cantadas! Que avanço musical! Chapeuzinho-vermelho e Super-Man para meninas e meninos! É o pagode agradando a todos os públicos e idades.
  Sem ironia agora, isso pra mim é uma decadência cultural. Uma música que não consegue ter nem duas estrofes direito e mesmo se tiver é uma merda! Que troca o sujeito pelo predicado pra ter mais tempo, exemplo vivo (vivo, infelizmente): "E a galera se joga na pista! E na pista a galera se joga!". Respeito, mesmo não entendendo, todos os gostos musicais, até por que gosto é igual a c@ cada um tem o seu. Porém isso não me tira o direito de opinar. Eu acho que se for pra ouvir música que seja com letra que precise nem que seja de um pouco de interpretação, que fale de amor intensamente, que critique a sociedade, que acalme, que vicie, que te aflore um sentimento etc. Acho ridículo como esses "cantores" e "bandas"(acho que é claro o uso dos parênteses) atuais estão fazendo sucesso e ganhando seu espaço no meio artístico, hoje em dia tudo gira em torno de dinheiro, moda e pra completar mentes vazias que se deixam consumir por tal declínio.
  Mas como tudo hoje gira em torno do dinheiro, dos impostos, está tudo muito bem, né? Satisfazem o bolso e sujam a cultura brasileira. E quem dera se fosse só o pagode, até o estilo clássico, o Rock, está se corrompendo em criatividades apelativas. Sou saudosista quando os assuntos são música, romantismo, família, princípios e tudo isso que  está se corrompendo gradativamente. Basicamente em tudo sou saudosista. Fico até com o certo acanho em falar de tais coisas, parece que tudo que é bom e bonito é vergonhoso, é anormal. Amor hoje é quase uma lenda, só existe cantado. Sim, voltando ao assunto principal, como não posso fazer nada, que se explodam todos esses artifícios exaltados pela mídia. "Meu Windows Media Player" me espera. 

Legítima careta

... Daquelas bem feias ainda, ao cúmulo. Não bebo, não fumo, não faço questão de ir para festas para dançar e me insinuar até pegar um (um? Um é pouco hein?) “gatinho” e ir iludida e eufórica para casa, dou valor ao romantismo por mais que essa palavra lembre apenas um  movimento artístico, político e filosófico que ocorreu em outro século.
  Às vezes penso se vivo ou existo, se for pela filosofia que criaram sobre a vida, principalmente pelos adolescentes em que viver significa “se jogar na buraqueira”, fazer o ridículo pra chamar a atenção ou se socializar, beber até vomitar, usar drogas, ficar com vários etc. Eu existo, um tempo atrás eu até vivi, deixei me corromper por alguns dessas migalhas que o mundo oferece como se fosse o sentido real da vida.
  Mas se viver for passar o maior tempo com a família sem ficar de saco cheio por isso, ou sair para lugares mais calmos, conversar, rir, viajar, ir para igreja, sonhar com um casamento, uma família bem estruturada, estudar para passar em um vestibular e orgulhar a família, eu vivo.
  Que careta, né? Você pode me ver até feia e anormal como tal, não posso agradar espelhos e olhares, ou até ouvidos. Posso ser a distorção de toda realidade, mas é o objetivo de todo (a) careta.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A morte também tem seu valor

  Pensa-se que conseguimos entender e até sentir as penúrias do próximo pelo simples fato da convivência, usamos o termo interagir de uma forma tão vasta que tentamos estar no corpo da pessoa ou passar suas privações para nós, por um sentimento mútuo e forte, inútil. Existem pessoas em um estado de doença irrecuperável, estando biologicamente morta e artificialmente viva. A vida é a coisa mais incontrolável que pode existir, a não ser que apelemos ao suicídio, temos a certeza que morreremos, mas não sabemos quando nem o modo e estes estão a dispor de uma decisão divina, ao ponto de vista religioso, ou o destino resolverá, depende da crença.
  Nunca é licito matar, mas persistir em uma pessoa com uma doença irrecuperável e sem reciprocidade com a vida não é justo nem com ela que não pode escolher nem com que escolherá por ela, a vida nos é tirada no momento certo e mesmo que esse momento se prolongue por um pouco de tempo, nunca será o bastante como controlado pela tecnologia.  Diferente de estar morto e ser controlado por artifícios criados pelo homem é ter uma doença incurável, como a AIDS e lutar contra ela, estando vivo e ciente dos seus atos, vivendo com alegrias e decepções como qualquer outro não pondo de lado as privações.
  Há certo momento de um estado vegetativo que não é mais prudente a vida e a morte natural mostra seu valor tirando a pessoa do sofrimento, agonia, desligando do aparelho quem já foi desligado da vida. Acabando assim com a consternação tanto de quem passava verdadeiramente pela situação como quem tentava sentir e responder por ela, a dor é inevitável, mas há casos que a luta é sinônimo de falsa esperança.

O pior na melhor do mundo

  Calamidades aconteceram no Flamengo sem o Ronaldinho, agora ele está de volta para a alegria a alheia. Alegria essa manifestada de várias formas. Com centenas de mortos, todos os flamenguistas se divertem, comemorando e bebendo uma caipirinha acompanhada de sangue, lama, barro e sofrimento. Sofrimento? De quem? Só se for do Vasco. O Ronaldinho é nosso!
  Nunca gostei de futebol, acho que o fato de eu ser mulher implica um pouco. Acho uma babaquice toda essa idolatria depositada em jogadores milionários que cagam, chutam e andam pra qualquer tipo de pessoa ou moralidade, são de homossexuais à assassinos. Mas uma prova de sua estupidez foi essa festa beira chuva, enquanto ocorre a pior catástrofe natural no Brasil que matou centenas de pessoas e desmoronou o psicológico de outras milhares, a festa tá rolando e vozes felizes e ingênuas soam entusiasmadamente: " O MELHOR NO MAIOR DO MUNDO!".
  A cidade maravilhosa, um dos principais pontos turísticos brasileiros, uma das mais bonitas e amadas do mundo que está sendo preparada para receber as seleções, os bananas dos jogadores (sem generalizar, por que há os que se salvem) está sendo levada pelas enxurradas e poucas são as vozes de consolo e menores ainda as atitudes. De hipócritas e alucinados o mundo está cheio e o flamengo separou mais um pra si. Que o recebamos e sejamos felizes!
  E pra quem está pensando que esse é um texto de um vascaíno, palmeirense ou são paulino enfurecido, está enganado. Até que eu tinha uma afinidade com o flamengo pelo fato de vários familiares torcerem pra ele, mas nem isso mais. Morreu pra mim. Nem de luto eu vou ficar. Têm centenas de pessoas que merecem pelo menos um pouco da minha consideração e do meu luto.


Publicado em atraso, mas eu nem tinha blog.

Quente e calculista

  Pra quem já viu frio e calculista. Há quem admire e tentem ser frios e calculistas! Mas pra quê tanta seriedade e tanta estratégia... Se imagine num dia com as pessoas que você gosta, num lugar cercado de risadas você vai querer estar planejando se vai rir, ou vai ficar sério. Se vai dar ousadia a falar algo engraçado ou vai ficar frio para que queiram te esquentar, te bajulando e te chamando para um meio que você queria estar a muito tempo. Você vai olhar para o amor da sua vida, aquela única pessoa que consegue lhe tirar um sorriso, ou que faz você desejar realmente estar ao lado e uma pessoa, mas seu orgulho impecável não vai deixar que você fale com ela o que sente e vai esperar até não sei quando uma iniciativa dela. Vai ter aquela pessoa que sempre fez o melhor por você, e você quer muito agradecê-la, mas não você é muito superior para isso.
  Aqueles melhores momentos congelados pela sua frieza e distantes pelo seu calculismo, te fazendo viver em um mundo só seu. Não que devamos ser alvoroçados e idiotas ao extremo, há momento para tudo. Seja frio e calculista com aqueles ou aquilo que mereçam ou no seu trabalho, quem gosta de você quer mais de você!  Ser quente e calculista é até bom, mas frio e calculista já é demais. É, mas continue assim, vou ali falar com o pessoal.

Pele, cabelo e bigode

    O apego alheio está na superficialidade da beleza exterior, ignorando aquilo de mais belo que está dentro do corpo exposto a contemplares ou criticas. Mulheres e homens cada vez mais escravos da beleza, querendo conquistar aquilo que deseja deixando que desejem seus corpos. Apoiados pela mídia estão cada vez mais ousados e crentes da sua superioridade. Todos os valores e princípios herdados da família estão dando lugar a um mundo vulgar onde o que interessa é o que está exposto e não o que está guardado. Guardado porque hoje é uma vergonha ser fiel, leal, verdadeiro, amável, carinhoso, recatado e peculiaridades. 
   Amor. Amar? Amando! Amando? É difícil amar e até falar de amor onde os carinhos inocentes e pequenos gestos de amabilidade são ignorados dando lugar à trivialidade de beijos sem compromisso, noites sem amor, até casais sem compromisso. Vidas confinadas pela insensibilidade de sexos sem reciprocidade emocional. São tantas as conseqüências da ignorância humana onde os mais diversos valores e interesses estão depositados apenas na admiração aparente. 

Acróstico

Tamanha é a dificuldade de se descrever, por mais genérico que seja.
Assim sendo, desafio.
Sem mais delongas, começo pelo amor que
Sinto demasiadamente por Deus e por minha família.
Isso se deve a pessoa amante que sou.
Amante de pessoas, dos “pequenos” momentos, da natureza, da música, do conhecimento, resumindo, amante da vida.

Diante de desafios, encaro-os, luto, mas nem sempre venço.
Aprendo, o que é fato, por isso dou valor ao erro por mais inútil que seja.
Hora essa de me descobrir, formar personalidade, valorizar os princípios, a reputação e manter o caráter.
Y, y? Vai uma frase em inglês pra não passar despercebido: “you, keep reading”.
Amiga, tenho amigos e valorizo a amizade, amando cada um.
Nascida na Bahia.
Naturalidade: Brasileira
Adolescente, 16 anos, precisamente.

Analista, não consigo deixar que nada passe despercebido, por mais vã que seja minha crítica.
Leitora, contemplo bons textos, frases, músicas e livros.
Mutante, felizmente, como tudo no mundo.
Extrovertida,
Introvertida,
Depende do lugar, das pessoas, do momento.
Acho que na maioria das vezes o motivo da introversão seja timidez, o que assumo ter.

Recatada, prefiro a sensatez à inconveniência.
Ego, cada um com o seu e escrevendo o meu eu.
Balé, tango, pagode, samba, axé... Prefiro ficar sentada, obrigada. Não gosto de dançar
Online, passo uma grande parte do meu tempo no computador
Ué?! Única.
Compreensiva, relevo, compreendendo, muitas atitudes e palavras que acho desnecessárias.
Absorta, muitas vezes me concentro nos meus pensamentos.
Saudosista, não em tudo, mas em boa parte.