Pensa-se que conseguimos entender e até sentir as penúrias do próximo pelo simples fato da convivência, usamos o termo interagir de uma forma tão vasta que tentamos estar no corpo da pessoa ou passar suas privações para nós, por um sentimento mútuo e forte, inútil. Existem pessoas em um estado de doença irrecuperável, estando biologicamente morta e artificialmente viva. A vida é a coisa mais incontrolável que pode existir, a não ser que apelemos ao suicídio, temos a certeza que morreremos, mas não sabemos quando nem o modo e estes estão a dispor de uma decisão divina, ao ponto de vista religioso, ou o destino resolverá, depende da crença.
Nunca é licito matar, mas persistir em uma pessoa com uma doença irrecuperável e sem reciprocidade com a vida não é justo nem com ela que não pode escolher nem com que escolherá por ela, a vida nos é tirada no momento certo e mesmo que esse momento se prolongue por um pouco de tempo, nunca será o bastante como controlado pela tecnologia. Diferente de estar morto e ser controlado por artifícios criados pelo homem é ter uma doença incurável, como a AIDS e lutar contra ela, estando vivo e ciente dos seus atos, vivendo com alegrias e decepções como qualquer outro não pondo de lado as privações.
Há certo momento de um estado vegetativo que não é mais prudente a vida e a morte natural mostra seu valor tirando a pessoa do sofrimento, agonia, desligando do aparelho quem já foi desligado da vida. Acabando assim com a consternação tanto de quem passava verdadeiramente pela situação como quem tentava sentir e responder por ela, a dor é inevitável, mas há casos que a luta é sinônimo de falsa esperança.
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