domingo, 18 de dezembro de 2011

Nada simples


O que voa. Quem sonha em voar.
Quem voa quatorze vezes e ainda pede Bis.
Quem se contenta só em olhar.
E o que vê tudo livre acima do chafariz:
O amanhecer, entardecer, enoitecer, estrelar...
E ainda acreditar que freedom é do lado de cá, embaixo do nariz.


Nada nunca leva o que não pode trazer
As ondas me ensinaram
Estou a escrever
Um dia o que levaram
Tornaram a trazer
Ali, acolá. Aonde não descobri, nem ao menos me falaram.


O que vale, agora, aqui?
Repetitivamente não paro de pensar:
Ah, aquele beijo de colibri.
Ao qual devo me conformar
Em ver, nem senti.
Apreciar a flor que ele vive a tocar.


O que levo é o simples de cada instante.
E quando ouço aquela velha história de que tudo será pó...
Tiro tudo da estante
E saio sem dar nó.                                                                                   Pra que complicar e deixar distante?
Se nunca se acaba só? 

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